Por que não misturar suas finanças pessoais com as finanças da sua empresa?

Por que não misturar suas finanças pessoais com as finanças da sua empresa?
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Você tem o hábito de misturar as finanças pessoas e empresariais? Hoje vamos mostrar porque misturar suas finanças pessoais com as finanças da sua empresa é errado!

Você pode ter iniciado o seu negócio sem saber para onde ele iria. E fique tranquilo, isso é absolutamente normal. Que atire a primeira pedra que nunca pensou em fazer isso.

Mas, se você chegou até aqui, esse futuro envolveu, de certa forma, fazer o seu negócio ter lucro. E, quando isso acontece, é bom deixar as coisas às claras.

E aqui está o erro número 1 que muitos empresários cometem, ou já cometeram: misturar finanças pessoais com finanças da sua empresa.

Acredite, o tamanho da empresa não tem nada a ver com isso.

Já vimos, por exemplo, um empresário, dono de uma empresa de terceirização de mão-de-obra com mais de 1 mil funcionários contratados, usar contas corporativas para pagar o cartão de crédito da esposa.

Ou seja, seu tamanho não tem nada a ver com isso; aqui o que conta é a sua mentalidade.

Empresários entrelaçam finanças pessoais e negócios com muita frequência.

Afinal, você é o seu negócio, mas confundir ambos significará problemas quando você menos esperar.

Mesmo que você esteja apenas começando, é essencial dividir essas 2 partes da sua vida financeira.

Trate sua empresa, grande ou pequena, como uma entidade viável.

Isso começa quando você trata separadamente suas despesas pessoais e corporativas, embora, em um primeiro momento, isso possa parecer a mesma coisa.

Veja como não misturar suas finanças pessoais com as finanças da sua empresa com as dicas que selecionamos para você.

#1. Regularize seu negócio

O enquadramento como MEI possibilitou que milhares de brasileiros que estavam irregulares em seus negócios pudesse regularizá-los.

Isso deu a essas pessoas que já trabalhavam como autônomos ou na irregularidade, a possibilidade de serem vistos realmente como empresas.

Mesmo com as diferenças que um MEI tem de uma empresa estabelecida em outro regime (como Eireli, LTDA ou SA), ter um CNPJ abre uma nova gama de oportunidades para você.

Se você, mesmo já trabalhando como empresa, ainda não tem o registro de suas atividades, não espere mais tempo.

Além dos riscos envolvidos na ilegalidade, você nunca vai poder crescer se separar sua pessoa física de seu negócio na ilegalidade.

#2. Tenha um pró-labore

Muitos empresários vivem com o dinheiro que sobra no caixa da empresa após o pagamento das despesas.

E usa esse dinheiro como se fosse apenas seu, não pensando em imprevistos futuros, investimentos, crescimento e etc.

Lembre-se, todo negócio passa por momentos de crise. Não queira sentir isso na pele sem estar preparado para superar as dificuldades.

O termo pró-labore significa, em latim, “pelo trabalho” e corresponde à remuneração do administrador por seu trabalho na empresa.

Refere-se à remuneração de sócios por atividades administrativas, sendo opcional e diferente da distribuição de lucros ou dividendos.

Diferente do salário, o pró-labore é a retirada que o administrador da empresa faz mensalmente para pagar suas atividades.

Essa é uma forma de não misturar suas finanças pessoais com as finanças da sua empresa, uma vez que o administrador separa sua renda do lucro de seu negócio.

O ideal ainda, é que o empresário aprenda a viver de acordo com o seu pró-labore, para que a divisão entre pessoa física e pessoa jurídica não seja apenas no papel.

Sei que, nesse momento, você deve estar pensando sobre os lucros do seu negócio.

Calma, o pró-labore é o seu pagamento pelo trabalho realizado. O lucro é aquilo que você tem direito por ser dono do negócio.

O ideal é que seu pró-labore seja pago mensalmente, enquanto você defina datas para fazer as retiradas de lucro do seu negócio.

Quando você começar a separar a renda, começando pelo pró-labore, vai ficar muito mais fácil estabelecer onde começa e termina você, e onde começa e termina a sua empresa.

#3. Mantenha as contas na ponta do lápis

Ter um registro de suas finanças é o primeiro passo para estabelecer limites entre elas.

Um software de gestão é indispensável para que você tenha um diagnóstico verdadeiro sobre a saúde da sua empresa e da sua vida.

Muitos empresários começam a meter os pés pelas mãos quando seus negócios começam a crescer e, muitas vezes, acabam pedindo falência justamente por esse motivo.

Certamente, você não quer que isso aconteça. Para isso, é indispensável acompanhar as suas despesas de negócios e suas despesas pessoais.

É difícil ser um empresário de sucesso se você não controla suas finanças.

Ter tudo na ponta do lápis vai permitir que você não saia do controle e, principalmente, consiga investir para continuar crescendo.

#4. Separe as contas

Tenha uma conta corrente empresarial e mantenha a sua conta corrente de pessoa física.

Mantenha a sua empresa como uma empresa e você como uma pessoa separada.

Além de evitar quaisquer tipos de problemas com o Fisco, isso mostra que você encara as coisas de maneira profissional.

Unir empresa e pessoa física na mesma conta pode trazer problemas para você.

Além disso, ter contas diferentes ajuda o seu contador a fazer o trabalho dele.

#5. Tenha um cartão de crédito empresarial

Acredite, as condições de crédito para uma pequena empresa podem ser desanimadoras.

Por isso, um cartão corporativo pode ser uma alternativa para não sobrecarregar seu cartão pessoal.

Hoje, com a quantidade de serviços e assinaturas disponíveis no mercado, muitos dos sistemas e recursos que uma empresa necessita para funcionar, são pagos diretamente no cartão.

Sabendo disso, um cartão corporativo vai permitir que nenhuma despesa empresarial seja feita em seu cartão pessoal.

E, para finalizar, ele ainda ajuda você a manter os gastos todos sob controle, com uma manutenção de registros que vai ajudar você na hora de fazer conciliação bancária de entradas e saídas.

Agora você já sabe como – e porque – não misturar suas finanças pessoais com as finanças da sua empresa

Com nossas dicas de hoje você entendeu que é importante, fiscal e financeiramente, manter sua empresa separada de você.

Isso permite que ela cresça e que se desenvolva sem depender de suas contas pessoais, empréstimos ou outros comprometimentos.

Além disso, permite que você organize as finanças de forma separada, entendendo onde começa a empresa e onde começa a pessoa física.

Quando você começar a encarar sua atividade de empresário como alguém a frente de uma empresa, regularizando seu negócio, definindo seu pró-labore, abrindo uma conta corporativa e usando cartões de crédito de forma separada, estará pronto para construir solidez financeira.

Esperamos que você tenha sucesso nessa jornada, sempre sabendo delimitar seus gastos e conviver harmoniosamente entre pessoa física e pessoa jurídica.

Assim, você terá mais chances de sucesso e vai criar uma rotina de não misturar suas finanças pessoais com as finanças da sua empresa.

Enrico Cardoso Por que não misturar suas finanças pessoais com as finanças da sua empresa?